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Marketing

GEO: agora, construir marca também é construir contexto

24 agosto, 2026

Imagine que alguém não pesquise simplesmente por “melhores agências de comunicação”. Em vez disso, escreve para uma inteligência artificial: “Quais agências entendem de branding, conteúdo, tecnologia e transformação do comportamento de consumo?”

A diferença revela uma mudança importante. Com a popularização das inteligências artificiais generativas, a clássica página de resultados com links divide espaço com respostas, comparações e recomendações já sintetizadas pelas ferramentas de IA. O Mundo do Marketing aponta que 43% dos consumidores já descobriram novas marcas por meio de interações com IA.

É nesse território que ganha força o GEO, Generative Engine Optimization (Otimização para Motores Generativos). Diferentemente do SEO tradicional, o GEO não trata apenas de conquistar visibilidade nos mecanismos de busca, mas de aumentar as chances de uma marca ser compreendida, contextualizada e referenciada em respostas geradas por inteligência artificial. Mais do que ser encontrada, a marca precisa fazer sentido dentro de uma resposta.

De palavra-chave para contexto

No SEO tradicional, a disputa acontece em torno da visibilidade. Com SEO e GEO convivendo na mesma jornada, surge outra dimensão: o que a IA entende quando encontra sua marca?

Segundo o Meio & Mensagem, 60% das buscas no Google já não geram cliques por conta dos AI Overviews. O mesmo artigo mostra que as consultas em IA tendem a ser mais longas e descritivas, chegando a 23 palavras, em média.

Isso não significa que Google, SEO ou sites tenham perdido relevância. A descoberta ficou mais distribuída. Uma marca pode aparecer em uma busca, rede social, vídeo, newsletter, reportagem ou resposta de IA. Cada ponto ajuda a formar sua presença digital.

A marca precisa ter algo a dizer (e sustentar o que diz)

Por isso, o GEO aproxima tecnologia de uma discussão clássica de branding: autoridade não se improvisa.

Uma marca de tecnologia, por exemplo, não deveria depender apenas do próprio site para dizer que é especialista em segurança. Estudos, entrevistas, análises independentes, especialistas, clientes e publicações setoriais também ajudam a construir essa percepção.

Essa lógica conversa diretamente com o branding estratégico e ganha ainda mais força no branding na era da IA. Ser lembrada como sinônimo de uma categoria pode ser apenas o começo. É preciso ocupar os contextos em que aquela categoria ganha importância.

O caso Balenciaga ajuda a enxergar essa mudança

Em junho de 2026, a Balenciaga tornou-se a primeira marca de moda a aderir ao programa de parcerias nativas do Substack. A iniciativa prevê investimentos diretos em criadores e amplia a atuação da marca para territórios que vão além da moda, como música e wellness.

A FashionNetwork relaciona o movimento ao cenário de buscas impulsionadas por IA. Mas não há indicação de que o GEO tenha sido o objetivo declarado da parceria.

A leitura estratégica está em outro ponto: ao se aproximar de criadores e comunidades que já construíram relações de confiança com suas audiências, a Balenciaga amplia os contextos culturais nos quais a marca circula. É aí que o movimento encontra o debate sobre GEO: na construção de uma presença digital mais ampla e contextualizada.

A campanha é só uma parte da construção

O GEO mostra que o trabalho de comunicação não termina quando a campanha sai do ar. Uma marca também se constrói na entrevista de um executivo, no conteúdo de um especialista, na matéria de um veículo, na avaliação de um cliente, no comentário de uma comunidade e no trabalho de um criador.

Por isso, a discussão sobre inteligência artificial e marcas não deveria ficar restrita a tecnologia ou performance. Branding, conteúdo, PR, comunicação, produto, atendimento e reputação também ajudam a formar a percepção sobre uma empresa.

O olhar da VX Comunicação

Para a VX, a ascensão do Generative Engine Optimization reforça uma premissa fundamental do branding: as marcas precisam ter clareza sobre quem são e quais territórios desejam ocupar.

Como apresentamos em Cultura como estratégia, relevância não nasce apenas da exposição, mas da capacidade de uma marca participar das conversas culturais que importam para as pessoas.

Na era da IA, essa construção ganha mais uma camada. Não basta aparecer. É preciso ter contexto para ser compreendida.

No fim, a pergunta mais estratégica talvez não seja “como fazer a IA falar da minha marca?”, mas:

o que estamos construindo para que ela tenha contexto suficiente para entendê-la?

Quer construir uma estratégia de comunicação preparada para essa nova lógica de descoberta?

Fale com a equipe da VX Comunicação.

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