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Marketing de nostalgia: como impactar o público com essa tendência em 2025

28 março, 2025
Descubra neste artigo como aplicar o marketing de nostalgia nas suas campanhas e conquistar o público de diferentes gerações com ações inesquecíveis.

Mesmo após a digitalização das músicas e sua disponibilidade em infinitos apps de streaming, os quais podem ser acessados por praticamente qualquer dispositivo móvel, uma questão sempre paira no ar: a volta dos discos de vinil. E, sim, eles já voltaram, como também os CDs e os cassetes. 

Artistas da música queridos pela Geração Z, como Liniker e Matuê, lançaram projetos recentes em disco de vinil. E não é de se espantar que eles e tantos outros apostem em formatos da velha guarda.

Em 2023, o relatório Mercado Fonográfico Brasileiro apontou que as vendas de discos geraram R$ 11 milhões – alta de mais de 136% em relação a 2022. 

Em 2024, as vendas físicas no mercado musical também saltaram, com um crescimento de 31,5%, conforme o relatório Mercado Brasileiro de Música.

Outro fato que também chama atenção é a revitalização do mercado da fotografia retrô. Empresários e entusiastas do ramo viram recentemente um boom na busca por câmeras fotográficas analógicas ou pré-digitais, bem como a busca por técnicas tradicionais, impulsionadas justamente pela geração que cresceu no digital, o que pode render, segundo especialistas, US$ 3 bi até 2030.

Mas por que essa onda de coisas “antigas” segue a todo vapor, ainda mais em um recorte geracional que se moldou ao digital? É isso que a gente vai te mostrar neste artigo e mais: vamos apontar cases e estratégias para que você perceba o quão poderoso é o marketing de nostalgia.

Por que a nostalgia está tão em alta? 

Muito mais que um saudosismo, segundo pesquisadores, a nostalgia tem uma forte capacidade de despertar sensações positivas, como bem-estar, inspiração e criatividade.

Além disso, foi identificado em pesquisas que essa conexão emocional com o passado também pode aliviar a sensação de dor e até mesmo aumentar a capacidade de detectar ameaças, ou seja, a nostalgia vai muito além da saudade do passado.

Outro fator impulsionador da nostalgia foi a pandemia da covid-19. Pesquisadores afirmam que as lembranças do passado foram importantes para lidar com isolamento social ou a desconexão.

Um artigo publicado na revista Psychology of Popular Media corrobora com isso, ao trazer o dado de que o consumo de mídia que induz à nostalgia cresce em períodos de crise.

É perceptível que buscar músicas, objetos e até comidas que lembram o passado nada tem a ver com a repulsa à modernidade e à tecnologia.

As gerações que estão imersas constantantemente no digital, mas que ainda têm alguma relação com o analógico, como a Geração Z e, mais precisamente, a Geração Y, buscam experiências fora do digital, que fujam à instantaneidade e proporcionem momentos marcantes off-line.

Entendendo toda essa psicologia da nostalgia, marcas ao redor do mundo têm apostado cada vez mais em produtos que relembrem o passado e em ações presenciais para, obviamente, dar um boost nos lucros e criar relações reais, através de experiências sensoriais e emotivas fora do mundo digital. 

Como aproveitar essa tendência? 

Antes de tudo, é necessário considerar quais elementos do passado são capazes de evocar memórias positivas, ou seja, nada de selecionar objetos, sons ou elementos visuais antigos de maneira aleatória.

Em uma época em que o algoritmo domina, e muitas pessoas são vistas em clusters nas redes sociais, oferecer experiências nostálgicas com exclusividade também conta muito. Nessa linha, adotar edições limitadas de produtos ou serviços que remetem ao passado para um grupo seleto de clientes pode ser uma boa opção.

Como exemplos recentes, temos o relançamento da Boneca da Xuxa, que esgotou em 24 horas, e a Quem Disse, Berenice? que lançou recentemente uma linha inspirada em Harry Potter. 

Nos Estados Unidos, a GAP tem apostado no relançamento do seu catálogo impresso, enviado pelos Correios como em anos atrás. 

A Old Navy anunciou no ano passado o lançamento da edição limitada da “Coleção de Reedição de 94” com produtos lançados na metade da década de 90, como camisetas para bebês e agasalhos.

Outra marca que apostou na estética vintage foi a Levi’s em sua campanha Pool Hall, assinada por Beyoncé, que resgata elementos dos anos 90 ao reimaginar o icônico comercial da marca californiana de 1991.

Case de sucesso com marketing de nostalgia

Chegou a hora de conferir um exemplo muito legal aqui da VX Comunicação, que usou a nostalgia como fator vital na campanha para o Leite de Magnésia de Phillips.

Para reforçar e posicionar o produto, top of mind, com seu slogan “O Original”, a VX desenvolveu a campanha publicitária com dois momentos: o primeiro mais tradicional, e o segundo que trouxe a imagem do Sérgio Mallandro

O humorista, que teve seu auge nos anos 80, explorou seu famoso bordão “ié ié” e elementos de humor nostálgico nas peças. 

Além da campanha com o artista nos meios on-line, ativações off-line também foram executadas, como um stand exclusivo no Rio Gastronomia no Jockey Club.

Oportunidades de negócios com marketing de nostalgia 

Trazer à mente dos consumidores boas memórias através de brand experience, campanhas ou festivais pode ser um combustível para a criação de experiências que geram conexões reais.

Tudo isso pode ser facilmente revertido em maior faturamento, principalmente pela atração do público GenZ, que, em sua maioria, pode não ter tantas lembranças dos anos 90, mas mantém um interesse pela descoberta e pelo consumo de sucessos de décadas anteriores – na moda, isso acontece bastante!

Não é raro ver músicas de anos e anos atrás viralizando em trends no TikTok, foi assim com “Escrito nas Estrelas”, cantada por Tetê Espíndola, “I’m Just a Kid” do Simple Plan, entre outras.

As gerações mais velhas, que viram momentos de ouro na TV, no esporte, na música ou no cinema, também podem ser facilmente impactadas por ações nostálgicas que induzem o engajamento com uma marca.

Uma última dica pra surfar bem nessa onda nostálgica é ficar de olho no setor de licenciamento, que envolve artistas, personagens, marcas e produtos icônicos. Só pra você ter uma ideia, esse mercado pode movimentar até US$ 420 bilhões até 2030.

E aí, curtiu essa viagem no tempo? Esperamos que o texto tenha trazido insights e dados relevantes para você adotar o marketing de nostalgia no dia a dia da sua organização.

A VX Comunicação também pode te ajudar a encontrar a melhor estratégia para sua marca, serviço ou produto conquistar o mercado com ações nostálgicas. Por isso, conte com a gente para a sua próxima campanha ou até mais para saber muito mais detalhes sobre ela.

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