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Tecnologia

Economia Prateada: o mercado de R$ 2 trilhões que o marketing insiste em ignorar

30 abril, 2026

Você ainda está investindo todo o seu budget na Gen Z enquanto ignora quem realmente concentra capital? A chamada Economia Prateada, formada pelo consumo da população com mais de 50 anos, deixou de ser tendência para se tornar uma das maiores oportunidades de crescimento no Brasil. E o marketing, em muitos casos, ainda não percebeu.

O paradoxo do marketing: juventude no discurso, maturidade no dinheiro

O Brasil caminha para ser um dos países mais envelhecidos do mundo. Ao mesmo tempo, o mercado segue obcecado pelo “novo”, pelo jovem, pelo hype. Só que existe um detalhe incômodo: o dinheiro não está, majoritariamente, nessa faixa.

A Economia Prateada já movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano, de acordo com estudo realizado pela consultoria Data8. E mais: esse público não apenas consome. Ele decide, influencia e investe.

Dados que desmontam qualquer estereótipo

Se você ainda associa o público 60+ a um comportamento offline, vale atualizar o briefing:

  • 97% dos brasileiros acima de 60 anos estão conectados [Fonte: Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)]
  • Mais de 4,5 milhões são empreendedores (Fonte: Sebrae Nacional)
  • A presença digital cresce, inclusive em redes como Instagram e WhatsApp

O problema não é o público. É o olhar das marcas

Grande parte das campanhas ainda retrata o sênior como um personagem caricato. O avô frágil, a avó dependente, o “vovozinho da bengala”.

Enquanto isso, na vida real, esse mesmo público está:

  • Viajando
  • Empreendendo
  • Consumindo tecnologia
  • Investindo em bem-estar e estética

Ou seja, existe um abismo entre o comportamento do consumidor sênior e sua representação na publicidade. Esse gap tem nome. Etarismo na publicidade.

E ele custa caro.

Economia Prateada: como entrar no jogo sem parecer oportunista

Aqui não existe fórmula pronta. Mas existem caminhos claros.

1. Atualizar sua lente cultural

Campanhas precisam refletir sobre a vida como ela é. Menos aposentadoria, mais recomeços. Menos limitação, mais protagonismo.

2. Diversidade etária não é detalhe

Se o seu time de marketing não tem representatividade 50+, provavelmente sua estratégia também não terá.

3. Humanizar o digital

O público 60+ está online, sim. Mas valoriza experiências com empatia. Aqui, vale revisitar práticas de experiência do cliente para garantir jornadas mais fluidas.

4. Pensar omnichannel de verdade

Esse consumidor transita entre o digital e o físico com naturalidade. Ignorar isso é perder pontos de contato valiosos. Algo que já discutimos ao falar sobre novas formas de consumo digital.

Oportunidade invisível até não ser mais

Enquanto o mercado disputa atenção em um espaço saturado entre jovens, a Economia Prateada segue subexplorada e potencialmente lucrativa.

Marcas que entenderem isso agora terão vantagem competitiva não apenas em performance, mas em relevância cultural. Porque, no fim, não é sobre idade. É sobre narrativa.

O futuro é longevo

Sua marca está pronta para dialogar com quem realmente movimenta o mercado?

Na VX Comunicação, entendemos que a Economia Prateada não é apenas uma tendência demográfica, mas uma transformação estrutural no comportamento de consumo. E, como toda mudança relevante, ela exige mais do que campanhas pontuais. Exige estratégia, repertório cultural e profundidade analítica.

Atuamos como agência 360º, conectando criatividade, performance e estratégia para transformar a longevidade em oportunidade de negócio. E esse é, sem dúvida, um dos movimentos mais promissores para marcas que desejam crescer com consistência nos próximos anos.

Fale com a gente agora e venha construir essa narrativa juntos!

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