Collabs entre marcas: como parcerias estratégicas movimentam o mercado
28 outubro, 2026A collab entre marcas pode abrir caminhos para novas categorias, renovar produtos e aproximar públicos. Um exemplo recente é a coleção lançada em 14 de outubro por FARM Rio, adidas e Real Madrid, que combina estampas botânicas brasileiras com a identidade visual do clube espanhol. O movimento também aparece no setor de alimentação: segundo o Meio & Mensagem, entre janeiro e agosto de 2026, ao menos 13 parcerias envolveram redes de fast-food no Brasil.

Quatro objetivos, diferentes caminhos
1. Entrar em novas categorias
Em fevereiro, o Bob’s lançou o Best Whey sabor Milk Shake de Morango do Bob’s, desenvolvido com a Atlhetica Nutrition. A parceria levou uma referência conhecida da rede de alimentação para o segmento de suplementos, aproximando a marca de novos momentos de consumo.
2. Renovar o portfólio e estimular a experimentação
O Burger King e a Biscoff começaram 2026 com uma linha de sobremesas que combinava produtos da rede ao biscoito caramelizado. Em julho, a parceria ganhou novos desdobramentos com sobremesas inspiradas na banoffee. Já o China in Box e a Paçoquita transformaram o harumaki em sobremesa de edição limitada para o período junino. São exemplos de como as collabs podem criar novidades a partir de produtos conhecidos, estimulando a experimentação sem exigir que o consumidor descubra uma marca do zero.
3. Ocupar territórios culturais
Para o Lollapalooza Brasil 2026, o McDonald’s e a Working Title criaram uma coleção de streetwear inspirada nos códigos visuais da rede. As peças foram distribuídas a influenciadores durante o festival, levando a marca para os territórios da moda e da cultura pop para além de seus produtos tradicionais.
Em outra frente, a FARM Rio, adidas e Real Madrid conectam futebol, moda e referências à natureza brasileira. Nos dois casos, a parceria aproxima universos distintos por meio de uma linguagem compartilhada.
4. Aproximar comunidades
A Pantys e o Caderno Inteligente lançaram o Diário do Bem-Estar, produto que conecta autocuidado, organização e criatividade. A parceria aproxima duas categorias diferentes a partir de interesses que podem fazer parte da rotina de um mesmo público.
O olhar da VX Comunicação
Afinidade entre públicos é um ponto de partida, mas não basta para uma collab fazer sentido. Relevância cultural, coerência entre marcas, verdade criativa e e objetivos claros para o negócio também precisam orientar a decisão.
Como mostra a estratégia de collabs da Working Title, a combinação mais interessante preserva a identidade das duas marcas e cria uma terceira linguagem, que não existiria sem o encontro.
Esse raciocínio também passa pelo branding estratégico: reconhecimento, sozinho, não sustenta uma estratégia.
Antes de escolher um parceiro, portanto, é preciso definir o objetivo da colaboração, o que ela pretende construir. Como vimos nos exemplos, seja explorar uma nova categoria, renovar o portfólio ou aproximar a marca de um território cultural. A escolha deve nascer do que as marcas querem construir juntas, e não apenas da oportunidade de unir dois nomes conhecidos.
Sua marca está avaliando uma parceria estratégica?